No instante que cresci,
ganhei peso colocando à porta uma placa cheia de pintarola que dizia assim
Rui
Ventura
Tadeu, importe é esporte.
Que é para que ninguém me viesse à mão com a
história de eu não fa zer nenhum e andar a chular a
Rita.
A história de
Paris, do
Saloon e tal, não era tanga dela.
Por acaso até havia mesmo uns recortes de jornais,
umas fotografias,
um póster gigante com o nome
Pepsi
Rita,
tanto que nem foi difícil fazer
dela atração numa revista.
Foi num velho cinema de reprise
Que eu revi a minha história
A memória é uma armadilha
Quanto mais solta, mais cen sarilha
E na roda do destino
Nunca se sabe o se nos depara
E os que ainda andam na morte cima
Têm de saber que a ro da não para
E fatalmente o fim se aproxima
A vida não pa ra
E enquanto que o mistério se deslinda
No cinema abandonado
Olho para o lado e busco em vão
Um outro al guém que me estenda a mão
E a roda deste fa to
Sonam até -me, caem em cara
Esquinandam na moto cima
Tenho que saber que a roda não para
E fatalmente o fim se aproxima
A vida não para
E o grito lancinante das sirenes
Na cidade adormecida
Mãe da vida, mãe do écrã,
ouvi -os hoje ou são para amanhã.
E na roda desta vi da,
nunca se sabe o que se nos depara.
E os que ainda andam na moto ci ma,
têm de saber que a roda não para.
E fatalmente o fim se aproxima,
a vida não para.
E saio do cinema cambaleante,
Corro a buscar amizade numa
cidade que vi na tela
No acenário, em qualquer janela.
Minha roda deste fa do
Só não até me caem em ca ra
Os que ainda andam na moto de cima
Tenho que saber que a roda não para
E fatalmente o fim se aproxima
A vida não pa ra
Foi num velho ci nema de reprise
Que eu revi a minha história
Lalalalai lalalalai
Lulayalai laliyalalai
Lulayalalai laliyalalai
Lyyalilaralai la liya
la lai